Skate, Graffiti, Música e Orientização para a Conscientização Ambiental.
A arte foi feita pela Cooperada.Mente - Frente Cooperativa de produtos e serviços da Faiah, interessados em serviços gráficos entrar em contato pelo e-mail evefaiah14@gmail.com.
Programação completa:
18 de maio - 1º Encontro de Skate Feminino em Mauá 24 e 25 de maio - 14º Campeonato de Street Skate de Mauá e shows com Sombra SNJ, Leões de Israel, B. Negão e outros mais.
Maiores informações no e-mail da AMASKT - Assossiação Mauaense de Skate: mauaskate@hotmail.com
Neste último mês de Abril, os grupos: Faiah e Comunidade Semente Una se reuniram algumas vezes para firmar propostas de ação conjunta, estreitando assim a relação já existente.
Os coletivos se conheceram numa visita de integrantes da Faiah ao “Sarau da Luz”, realizado pelo 'Semente' no espaço físico de seu parceiro, Instituto Merkaba, localizado na Pompéia. Esses primeiros encontros já haviam deixado claro a sintonia nos trabalhos realizados e nessas reuniões de planejamento estratégico muitas idéias surgiram, sendo algumas já encaminhadas e efetivadas.
A primeira delas foi a participação do Praddipa, integrante do SU, como oficineiro de Música no programa Combustão Cultural idealizado pela Faiah. Sendo esta a proposta inicial, que naturalmente expandiu-se, tendo a oficina ganhado também a participação de outros membros do Semente, assim como a utilização de outros instrumentos e em diversos segmentos como a musicoterapia por exemplo. O programa Combustão Cultural será Lançado nesta próxima segunda às 19h30 na sede da Faiah. As inscrições para as oficinas já estão abertas. Para maiores informações clique Aqui!
O segundo encaminhamento foi a abertura de um GEV – Grupo de Estudos e Vivências de PROUT, com mediação de Heitor Hermann da Faiah, no Merkaba. Inicialmente o estudo está aberto apenas para os membros do coletivo, mas em breve, à todos interessados.
Terminando com o terceiro encaminhamento, definimos o início do Dharmacakra Zona Leste, que acontecerá todas as quintas-feiras à partir de amanhã, 15 de maio, das 19h30 às 21h30 na sede da Faiah. Sendo esta uma parceria com o Instituto Visão Futuro – Sampa (direcionado por Gustavo Prudente, Membro do SU). Segue abaixo o flyer-convite com maiores explicações sobre esta ação.
De 7 à 10 de Maio, o Instituto Cultural Faiah esteve presente na 8ª Feira de Economia Solidária do Anhangabaú, centro de São Paulo, com o Ponto de Distribuição Itinerante. A Feira é realizada pela ITCP-FGV, Movimento População de Rua e Agentes da Cidadania, com apoio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.
O Ponto de Distribuição, um dos projetos da Faiah, é uma espécie de loja com carater itinerante, que labora na busca de uma econômia mais solidária, entende o dinheiro como meio e não como finalidade. É um espaço destinado a vascularizar as produções da Cooperada.Mente, assim como de outras frentes e parceiros.
Diferentemente de nossa primeira participação nesta feira, quando dividimos a barraca com outro expositor, dessa vez nos disponibilizaram uma barraca inteira, que nos permitiu levar uma gama maior de produtos para o evento: copos, colheres, incensários, sinos dos ventos e diversos outros itens em Bambu, produzidos pela Cooperada.Mente, mandalas tridimimensionais, do grupo Mandala Psico Crew, e mandalas pintadas digitalmente por Vitor Farah do Comunidade Semente una, como também camisetas de conscientização animal e planetária, confeccionadas pela OCA/SVB, brinquedos de material reciclado, da Volcano, além de outros ítens de vestuário produzidos com algodão cru, vindos diretamente de artesãs do Ceará (sendo estas roupas e os brinquedos, novas parcerias da Faiah). Não esquecendo das sacolas ecológicas da Faiah e da OCA, também em algodão cru e lançadas neste evento, tendo grande aceitação do público transeunte.
Estiveram presentes na barraca os membros da Cooperada, Yuri e Ricardo e nossa parceira Márcia Luz da OCA/SVB. Contamos, com a colaboração do Gabriel da Volcano na produção da Cooperada e também a presença dos índios tupi-guaranis que exporam ao nosso lado, sendo nossa companhia durante esses dias.
A Faiah além de estar presente com o Ponto de Distribuição, também colaborou no Grupo de Trabalho Cultural da Feira, na articulação com as bandas, na estrutura de som, translado e outras necessidades deste segmento. A Feira transcorreu suavemente, num clima ameno e sem nenhuma confusão, buscando expandir o espírito da Economia Solidária. Produzir com Amor e cooperar ao invés de competir. Sendo a venda uma das etapas de toda a cadeia e um “meio” de manter as atividades buscando a consolidação dos empreendimentos e movimentos.
Já no final da feira visitamos várias barracas fomentando a prática de troca. Trocando nosso artigos em bambu por outros ítens artesanais, no intuito de aumentar e diversificar ainda mais a variedade de produtos em nosso Ponto.
Sustentabilidade do planeta é responsabilidade social Uma feira para quem busca vida saudável e não agredir o ecossistema
O Pavilhão da Bienal do Ibirapuera recebeu entre os dias um e quatro de Maio a 4º Edição da BIO BRAZIL FAIR / NATURAL TECH, feira de produtos ligados à Agricultura Orgânica, Agroecologia, Produtos e Saúde Natural. Aproximadamente, 200 expositores disponibilizaram para consumidores finais e lojistas uma vasta variação de artigos orgânicos e naturais existentes e lançamentos a ingressar nesse mercado que amiúde emerge financeiramente e proporciona uma vida mais saudável para as pessoas. O mercado interno para tais produtos, antes da regulamentação da Lei nº 10.831 em dezembro pelo Governo Federal, apresentava um crescimento médio de 30 a 35% ao ano. Hoje com ela sancionada, os empresários e agricultores do setor fazem uma prospecção de quase 100% em relação aos anos anteriores a nível nacional. Com 90 milhões de hectares para plantação de alimentos orgânicos, o Brasil, torna-se alvo de investidores externos e produtores nacionais que acreditam no desenvolvimento desse mercado que se encontra em plena expansão comercial; não só a nível nacional, mas a conquistar à esfera de exportação onde o país tem plena possibilidade de liderar esse setor econômico.
Natural Tech / BIO BRAZIL FAIR
A feira com uma pluralidade de produtos agroindustriais apresentou atraentes alternativas de sustentabilidade econômica, ecológica, medicinal, alimentícia e cosmética. Roupas feitas através da reutilização de garrafas pet, por exemplo, mostrava que o plástico; material poluente que pode durar mais ou menos 500 anos para ser decomposto na natureza, deve ser reaproveitado. A medicina natural alimentar estava à amostra como alternativa para cura de doenças. Cosmo F. Pacetta explicou os benefícios do extrato da folha de oliveira diante as doenças provenientes de vírus, bactérias, vermes, fungos e outros parasitas, apontou seus efeitos antibióticos e sua capacidade de fortalecer o sistema imunológico do organismo. Em outros stands travesseiros aromatizados a partir de ervas medicinais como: alfazema, macela, rosa branca, camomila entre outros; auxilia o usuário contra renite, sinusite, dores de cabeças, enxaqueca e stress. Vida equilibrada integrando o ser humano em sua natureza, através da Medicina Ayurveda e Yoga teve, destaque no evento. A busca por uma melhor qualidade de vida seja ela de forma preventiva, curativa e/ou espiritual foi difundida por especialistas presentes no local. A cultura de produtos regionais brasileiros produzidos a partir do uso sustentável da biodiversidade local estava representada por diferentes núcleos e produtores comunitários. A Central do Cerrado – iniciativa sem fins lucrativos - por exemplo, expôs desde artesanatos criados com Capim-Dourado a Doces - de-Buriti e Sabonetes de Babaçu.
*por Guia Vegano
O vegetarianismo
Diante as inúmeras atrações da feira, o vegetarianismo ganhou notável destaque. Além de apresentações diárias com receitas de sua culinária, o evento contou com o 1° Salão Vegetariano, que dispôs de seminários para conscientização da população sobre o consumo de carne e seus malefícios. A palestrante Marly Winckler da SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira – explicou o que é ser vegetariano. “É o regime alimentar que exclui todo alimento que implique no sacrifício de um animal”. E enfatizou “nenhum tipo de animal”, pois se lembra que muitas pessoas ao dizer seguir a filosofia, se contradizem, pois consomem peixe. A socióloga também disseminou a diferença entre os não consumidores de carne e os veganos. “Ser vegan é mais que ser um vegetariano, é um estilo de vida. Esses excluem, além da carne em sua alimentação, o uso de qualquer derivado de origem animal. Não se emprega couro, lã, óleos e secreção presentes em sabonetes, xampus, cosméticos, perfume, filmes entre outros. Hoje em dia é praticamente impossível ser totalmente vegano!”. Ela também explanou que ser vegetariano, costuma ser mais saudável para saúde humana. “Nossa dieta previne doenças vasculares e degenerativas, diminui 50% o risco de diabete, nos homens 54% do câncer da próstata e 88% de nós quase não desenvolve o câncer no intestino grosso. São quase 100%!”, comemora ao citar esse último dado. Sem contar o impacto ambiental que a criação de gado de corte causa negativamente no ecossistema, Marly expôs aos palestrados os problemas acarretados pela quantia de grãos plantados destinados a nutrir aves, porcos e bois. “Metade da colheita mundial de grãos é destinadas aos animais. Hoje existe alimentação para todos, o que não está certo é a distribuição”. Além de todas as atrações acima, a feira apresentou o IV Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica e Sustentável. Temas como: A responsabilidade dos produtores, distribuidores, comerciantes e entidades certificadoras quanto à qualidade do produto orgânico frente ao consumidor e Desenvolvimento orgânico é a opção sustentável para o futuro do Brasil, foi ponto de encontro para distintos profissionais e interessados no ramo.
O verdadeiro reggae raiz Uma festa pra enaltecer a chama rastafari
No dia 16 de abril, ocorreu o Abril pro Reggae, festa organizada pela banda Família Bhanganjah, no bairro da Móoca, zona leste de São Paulo, que buscou trazer manifestações da cultura rastafari através de canções a fim de imantar e transmitir mensagens de consciência, paz, amor e justiça ao público presente.
A venda de artesanato e alimentos naturais a diferenciava de outras do gênero, no entanto, a proibição do comércio e o uso de álcool e de cigarros dentro do recinto, deu um tom ainda mais exótico para festa. Os jovens que estavam no local viram tal atitude por distintas ópticas, entre as quais, que tal ação traria um maior conforto a eles.
“Nenhuma combina, mas festa em local fechado piorou. Interessei-me pela festa quando vi no flyer que não haveria a comercialização de cachaça e o uso proibido de cigarros, percebi que de certa forma isso me traria conforto”, comenta Marcela Meyer, 25 anos, bióloga.
O Conquistador da Tribo de Judá
A Cultura Rastafari ou simplesmente Cultura Rasta era pauta entre os vários assuntos discutido pelas pessoas e fomentado nas letras cantadas pelas bandas. Esse movimento religioso africano - nascido na Jamaica - surgiu em meados dos anos 30, e proclama Haile Selassiê, antigo imperador da Etiópia como um Messias enviado por Jah (Deus) à Terra. A proliferação dessa doutrina está ligada à música reggae e ao seu criador, Bob Marley.
O que é seguir o rastafarianismo? Tal questão teve vários embasamentos entre os participantes da festa. “Ter ou não ter dreadlocks não significa que a pessoa siga a religião”, afirma o contador Renato Brito, 26 anos.
Segundo historiadores, a aparência física com dreads é tão antiga que não se pode datar e os rastas utilizam o estilo como forma de protesto e também por seguirem o ensinamento bíblico escrito em Levítico 19: 27.
Estar em conexão com a natureza, fazer o uso da ganja (cannabis sativa) para expansão mental, não usar drogas, o vegetarianismo e a busca de sua própria verdade são ícones para ser militante do movimento jamaicano, esse foi o consenso comum entre os entrevistadas.
Preconceito – Visual
A descriminação aos adeptos dos dreadlocks, possivelmente se deve ao padrão estético comercial do mundo contemporâneo que eles não compactuam, e por fugirem dessa massificação tendem a ter dificuldades para obter emprego, sofrem com pré-conceito policial e são estereotipados como viciados em cannabis.
Rastari há seis anos, Marcos Antônio Arantes, 20 , estudante explica de forma heterogênea a conotação sobre a visão das pessoas sobre eles.
“Conheci a filosofia rasta pelas músicas do Bob Marley. Ter dread é um sinal de resistência ao sistema capitalista, a globalização. Uma vez fui a uma loja de eletroeletrônicos comprar um MP3 e o vendedor perguntou se eu iria mesmo comprar. Quando assumi esse visual sabia as dificuldades que iria passar e é isso que me dá força. Nessa guerra nossa arma rastafari é a não violência.”
Abril, se abriu não só para o reggae, mas para todos que acreditam e trabalham para um mundo de paz. As diferenças deram lugar a união, o amor sobrepôs a guerra e a consciência da Santa Luz se expandiu por todo orbe. O espírito de Jah estava presente ali.
O evento foi co-produzido pela Faiah, que também levou o ponto de distribuição à festa e fez o cadastramento de boa parte do público para futuros projetos. Também estiveram presentes o pessoal do Vrinda na parte da alimentação e Ramon e Leleka nos artesanatos.
Mês de abril é data festiva para a Faiah, já que seu primeiro projeto o “Espaço Cultural Natbhang” completa um ano de existência. Tempo este, marcante por sua intensidade e varidade de ações e vivências decorridas, tanto ofericidas para o público quanto, e principalmente, para os membros do instituto. Que hoje encontram-se em um nível organizacional muito melhor que há um ano atrás. Quando o Pack ainda estava em Cuiabá junto à Cufa, importando know-how, e o Heitor laborando na construção e consolidação do Espaço aqui em São Paulo, junto à banda Bhanganjah. Banda que junto à grafiteiros e outros irmãos virou coletivo, que virou movimento, que virou Instituto Cultural Faiah, nome e definições que vieram durante este último ano. E em meio a todas mudanças, naturais no processo de desenvolvimento, novas mudanças se efetuaram. A banda, hoje Família Bhanganjah, desligou-se e tornou-se um novo coletivo, parceiro da Faiah. Fomentando assim, o término deste projeto conjunto (Natbhang) em pleno seu primeiro aniversário.
Mudanças continuam acontecendo através de novos agregados, novos parceiros e novas ações. Sendo assim, morre o velho e nasce o novo. Eis que surge o “Combustão Cultural”. Mas antes de falarmos nele, façamos uma retrospectiva deste ultimo ano para saudar os acontecimentos...
Ainda em Maio, a participamos do Projeto Pacto Ambiental, iniciando assim a parceria com a OCA. Em Cuiabá Pack falou sobre a Cultura Rastafari no curso de história e historiografia da África, destinado à professores da rede pública. E também participou do videoclipe "Quase Principal" da banda Claudia's Parachute. Em seguida lançamos a Logo do Espaço Cultural em Parceria com a Soton Design e criamos um vínculo com o coletico Faca através de seu projeto "Calendário Cultural Alternativo" do qual o Heitor fez oficina de Hortas Verticais e firmou parceria para o "Festival Fagulha". Márcia Luz da OCA, começou a ministrar o Curso Despestar do Ser na Natbhang, e firmamos outra parceria com a ONG EcoSoap, fabricante de sabão biodegradável feito com óleo usado, que além de nos fornecer o produto vem buscar freqüêntemente a matéria-prima que recebemos dos moradores da mediação. Nesse tempo o projeto 5 zonas de graffiti, hoje coletivo, chegava em sua reta final firmando a vertente da arte de rua. Em junho lançamos nossa primeira agenda do mês, qua viria a ser posteriormente um calendário unificado dos coletivos ligados em rede. E pensando em rede fomos expandindo nossas ações até chegar em Mauá, no 13° Campeonato de street skate organizado pela atual AMASKT. Evento este, que além da tradicional intervenção de graffiti com a crew Universo Paralelo e show com a Família Bhanganjah, contou com a participação da OCA e da Banda Radiophonicos. Tivemos uma vivência com o Biochip e na sequência lançamos o nosso 'Diário de bordo', chamado Vivênciando, na visita à feira de trocas na Morada da Floresta, no início da oficina de Agricultura Urbana em Parelheiros e no primeiro contato com o Movimento Humanista. Já em outubro fizemos a Cerimônia de Abertura do Espaço Cultural NAT BHANG, com direito a Kiirtan (Dança Devocional), Mantras e Meditação Coletiva, com a Presença de Dada Diipa (Monge Tântrico) e apresentação do projeto "Células de Transformação" de Aline Roldan, ganhadora do Premio Mundial do Milênio na categoria: Desenvolvimento Sustentável. Fomentando assim uma continuidade de atividades, que gerou o 1º Encontro de Estudos e Vivências e o "Programa Cultural - Naturalmente Bhang", os primeiros quadros de evento do espaço. Recebemos também a presença do rapper e produtor cultural Linha Dura, coordenador da Cufa Cuiabá, que muito tem colaborado na consolidação e expansão de nossos trabalhos. Já em novembro, com o Pack de volta à São Paulo, a Faiah esteve presente no II Forum Brasileiro "Pela Não-Violência Ativa", discutindo produção cultural como forma de espirtualidade e ação transformadora. E no clima de festa, aproveitando o aniversário do Heitor, Márcia Luz apresentou sua proposta-modelo de aniversário sustentável.
Mal acostumou-se novamente com São Paulo, Pack voltou para Cuiabá à convite do Movimento Panamby para trabalhar no evento "24 horas de Cultura na UFMT", ficando por lá mais uma semana. O clube de compras deu início às suas atividades em dezembro, recebendo as primeiras cestas com alimentos orgânicos, em parceria com o MICC (Movimento de Integração Campo – Cidade). Neste mês também recebemos a presença do Dada Jinananda para um estudo de prout especial, além de lançarmos na programação do espaço cultural o 'Livroamente". Pra finalizar o ano de 2007 com chave de ouro, tivemos o primeiro encontro para planejamento conjunto e o Especial de Natal. E após a virada do ano nas montanhas, demos início a 2008 com participação no Treinamento Intensivo de PROUT e Neohumanismo. Começo de ano marcado por boas articulações em rede e ações conjuntas como o Fuzuê MOSCA, o ato em Defesa do Rio Ribeira, o 1° Sound system na pista em Mauá e o Abril pro Reggae. Dando continuidade assim, na programação Mensal do espaço (iniciada em dezembro), que a cada mês recebeu uma atualização, com novas ações e novas propostas, permanecendo ativa até o mês de março, devido a nossa necessidade de focar o novo Programa, não havendo assim programação em abril.
Essa retrospectiva marca um pouco nossa trajetória neste último ano. Damos por encerrado o projeto Natbhang, para agora dar início ao Programa Combustão Cultural aprovado pelo VAI, que inicia agora em Maio. O blog do Combustão já está no ar podendo ser acessado clicando Aqui ou na logo do programa na barra lateral. Lá você encontrará o projeto na íntegra e atualizado. Aqui deixamos apenas um prospecto da Combustão:
Combustão - ação de queimar; estado de um corpo que arde, produzindo calor e luz.
fig., Conflagração Moral → Revolução Moral → Revolução Ética Cultural
Combustão é o processo de obtenção de energia. Assim como ouvimos falar de combustão de carros; nós humanos, plantas e animais também a realizamos. E para que o processo ocorra, é necessário um combustível, o material a ser queimado, geralmente o oxigênio e uma "faísca", para iniciar a queima.
Na ùltima sexta-feira, 25 de abril, os alunos na fundação Santo André ocuparam, pela terceira vez este ano, a reitoria da universidade. Segue abaixo o manifesto dos estudantes ocupados, determinado em assembléia e pauta de reivindicações. Manifesto dos Estudantes da Fundação Santo André 25 de abril de 2008
Dando continuidade ao processo iniciado em 13 de setembro de 2007, contra os aumentos das mensalidades; pela abertura dos primeiros anos dos cursos sem a exigência de número mínimo de alunos e contra a repressão aos alunos e professores. Tendo em vista a situação dos alunos e professores a situação se agravou em 2008. Ou seja: de 11 cursos da Fafil, somente 3 desses abriram primeiros anos, e autoritariamente a reitoria fechou os quartos anos diurnos de alguns cursos, impondo a transferência compulsória para o noturno, inviabilizando sua continuidade para os anos seguintes. O autoritarismo aumentou! A Direção da Fafil foi novamente imposta sem ser eleita; a perseguição e sindicâncias políticas continuaram, e, ao invés de dialogar com os estudantes, a reitoria impediu nossa liberdade de manifestação, cercando o prédio da reitoria com grades em um espaço dentro do Campus, e derrubou a quadra, acabando com a única área de convivência dos estudantes. Tudo isso por conta do favorecimento aos comissionados, que como já é sabido, tem ligações estritas com o partido dos trabalhadores e a Prefeitura de Santo André, que se mostra conivente quanto aos esquemas financeiros dentro do CUFSA e à precarização de seus cursos.
Visto isso, exigimos:
Preparação de Vestibular em Junho/Julho de 2008, com controle dos estudantes e professores;
Redução das mensalidades;
Reabertura dos quartos anos do período matutino;
Fim da cota mínima de estudantes para abertura de salas;
Reabertura da Quadra;
Imediata formação de um grupo de trabalho e um fórum para encaminhar a federalização do CUFSA;
Retirada imediata das sindicâncias contra professores, funcionários e alunos, que foram abertas durante a gestão da administração de Odair Bermelho;
Exigência da presença do Ministério Público Federal, para se pronunciar junto aos alunos e professores;
Regularização dos cursos livres;
Por tudo isso, imediata demissão da Reitoria.
Reafirmamos a todos que esse movimento é pacífico e formado pelo conjunto dos estudantes, sem influência de diretrizes político-partidárias.